Dr. Mario Celso Schmitt

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TUDO SOBRE A DOENÇA MÀO-PÉ-BOCA, INFECÇÃO COMUM NOS PEQUENOS

16/05/2018

 

A DOENÇA

Doença mão-pé-boca

A criança fica amuada, tem febre e começa a aparecer as primeiras bolinhas vermelhas, geralmente pela boca. Esses podem ser sintomas de uma doença que vem se manifestando e chamando a atenção: a mão-pé-boca. A notícia boa é que não é uma doença grave e que em até 10 dias os sintomas desaparecem.  

Recentemente, alguns posts nas redes sociais chamaram a atenção para a mão-pé-boca, apontando para um possível surto. Mas a doença, provocada por um tipo de enterovírus, é comum nos consultórios pediátricos o ano todo. A prevalência dela é bastante alta pois o vírus é de fácil disseminação, especialmente em menores de cinco anos, mas raramente causa complicações, uma tendência ligeira de aumento de casos no início do outono, quando a temperatura cai e tendemos a ficar em ambientes mais fechados. É que o vírus é transmitido via secreções e contato físico, o que torna a escolinha um ambiente perfeito para que ele se espalhe, assim como aglomerações. Por isso, quando uma criança é contaminada, a tendência é que as outras também passem por isso.

Ilustração de criança com doença mão-pé-boca

Sintomas e tratamento

A infecção provoca espécies de bolinhas avermelhadas que pipocam rápido nas regiões do corpo que a batizam e podem coçar, além de febre alta e sintomas respiratórios. E, apesar de quase sempre regredir sozinha sem grandes complicações, os pais devem ficar de olho, pois o quadro pode debilitar os pequenos.

Além da febre alta, as feridas, que costumam ficar perto da úvula, a ‘campainha’ da boca, são doloridas, então a criança pode ter uma grande dificuldade em se alimentar e tomar líquidos. Essa é a manifestação mais clássica da doença, mas ela também tem outros jeitos de aparecer.

A criança pode ter só a garganta afetada ou ainda exantema, que são manchas avermelhadas pelo corpo. Outra chateação que pode dar a cara são sintomas respiratórios similares aos de uma gripe: tosse e espirro. O quadro regride sozinho em cerca de uma semana, período que pode variar. Como não há um remédio que combata especificamente esse vírus, o tratamento visa combater os sintomas, com medicamentos para a dor, febre, sprays para aliviar a garganta e atenção especial à desidratação, que também pode dar as caras.

E tudo deve ser acompanhado pelo médico, é claro, até mesmo porque há complicações. É raro, mas o vírus pode também provocar meningite e, mais raramente ainda, encefalite, que é uma inflamação no cérebro.

Prevenção

Deve ser feita da mesma maneira que a das outras doenças virais: reforçando a higiene, com lavagem constante de mãos e uso de álcool gel quando não for viável usar água e sabão. Ao chegar em casa da escola, o ideal é já tirar o uniforme e, se possível, tomar banho ou realizar uma limpeza bem feita de rosto e mãos.