Dr. Mario Celso Schmitt

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MATERNAR EM TEMPO INTEGRAL: OS DESAFIOS DA LIBERDADE FEMININA

16/06/2017

 

A maternidade pode ser muito dura se não compreendermos que existem mudanças naturais e pontos de equilíbrio e “desequilíbrios”. A rotina pode criar um penhasco entre a liberdade e o aprisionamento de sensações muito íntimas!

O papel da mulher que se torna mãe mudou tanto nos último séculos, mas, parece que ainda carregamos alguns grilhões sobre esta função.

Ser mãe integralmente e abrir mão das funções que já foram prioridade e hoje possuem outros sentidos, ou tentar ajustar as atividades já existentes em nossas vidas e adaptá-las à maternidade? São escolhas duras, complexas e subjetivas. Que pode deixar qualquer mulher em um beco sem saída. Paralisadas diante de decisões são difíceis que às vezes parece até uma prisão mental.

Não é a maternidade que aprisiona. O que aprisiona uma mulher na função materna é a frustração dela diante das expectativas implantadas no exercício desse papel. Não há dúvidas que ter filhos pode sim ser a maior realização da vida de uma mulher, mas, cada uma dessas heroínas vive uma realidade própria e subjetiva. Há mulheres que escolhem outros caminhos. Só elas sabem e sentem na pele as dificuldades e as facilidades que envolvem as escolhas da vida e as decisões do nosso dia a dia.

O fato é que existem expectativas sociais e pessoais em relação a maternagem.

Essa coisa de ser mãe em tempo integral versus mãe que sai para trabalhar fora é intrigante. A mulher, quando sai, continua integralmente mãe, a separação física não desintegra a presença emocional quando bem estruturada.

Passar o dia com um bebê, seguindo rotina, amamentando ou preparando mamadeira, dando banho, trocando, colocando para dormir, brincando, preparando comidinhas e ensinando a comer, não é fácil, ainda mais quando estas funções são acompanhadas pelas tarefas da casa e ainda mais com tarefas fora de casa!

Esse é um processo que pode conduzir a mulher em direções muito diversas… Se maternar integralmente não for uma escolha, será sim uma prisão. Assim como ter que retornar ao trabalho após 4 ou 6 meses pode ser uma experiência emocionalmente devastadora para muitas mulheres e libertadora para outras.

Todas são mães, mas definitivamente não são farinha do mesmo saco, e diferenças não devem ser tratadas como se estivéssemos em um concurso perverso para escolher a melhor e mais dedicada mãe.

Toda mãe é mãe integral, não se esquece que tem filho enquanto está cumprindo o expediente laboral. Toda mãe será trabalhadora integralmente e para a vida inteira, criar filhos é trabalho inacabado, obviamente que cada fase tem suas características e demandas.

Que bom seria se todas pudéssem encontrar a liberdade ao maternar, adaptando suas escolhas à realidade vivida. Sofrer e chorar de tempos em tempos é normal, mas, é o sorriso que precisa ser cultivado rotineiramente. Ser mãe é também ser mulher!

 

 

 

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