Dr. Mario Celso Schmitt

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GRAVIDEZ SEM ÁLCOOL: os riscos do álcool durante a gravidez são muitos e altamente nocivos ao bebê

12/09/2017

A síndrome alcoólica fetal pode ser entendida como uma das síndromes negligenciadas a partir do uso do álcool durante a gravidez. Pesquisas mostram dados muito preocupantes, dentre eles, que 50% das mulheres brasileiras ingerem alguma dose de álcool no período da gestação.

O que é a SAF?

O consumo de álcool por uma mulher grávida tem grandes possibilidades de atingir o feto, levando-o a apresentar várias alterações em órgãos do corpo, bem como desordens de comportamento que são conhecidas como Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) e não têm cura.

Bebês que nascem com SAF têm alterações na face, em órgãos do corpo, podem nascer com peso abaixo do normal e ter retardo mental. Eles têm problemas de aprendizagem, memória, fala, audição, atenção e alterações de comportamento, que se mostram principalmente na idade escolar, e no relacionamento com outras pessoas.

Mas nem todos os bebês apresentam todos os sintomas da SAF! Muitas vezes são reconhecidos tardiamente e recebem várias denominações como SAF parcial ou espectro de alterações relacionadas ao álcool. Em determinadas situações a mãe pode expor o bebê ao álcool antes mesmo de saber que está grávida, por isso é importante não ingerir bebida alcoólica quando há intenção de engravidar.

Se a mãe descobriu a gravidez após ingerir bebida alcoólica, o ideal é parar imediatamente. Nunca é tarde para parar. O quanto antes parar de beber, melhor para a gestante e para o bebê. Mas há que lembrar: A exposição ao álcool durante a gestação não resulta necessariamente em SAF. O principal problema é que não se conhecem níveis seguros de consumo de álcool durante a gravidez, abaixo dos quais o feto não será afetado. Portanto, não há tolerância.

Causas

Hoje está bem demonstrado que o consumo de álcool por uma gestante tem grandes possibilidades de atingir o feto, levando-o a apresentar várias alterações em diferentes órgãos, sistemas e aparelhos, bem como desordens de comportamento, que não têm cura.

As crianças atingidas pelo álcool durante a gestão podem ter problemas não aparentes ao nascer, e que somente vão surgir ao longo da vida: dificuldades na aprendizagem e alterações no comportamento, são apenas dois exemplos, denominados em seu conjunto  “espectro de distúrbios fetais relacionados ao álcool” (FASD na sigla em inglês).

É preciso assinalar, contudo, que a exposição ao álcool durante a gestação não resulta obrigatoriamente em SAF.  O problema é que, até o momento, não se conhecem níveis seguros de consumo de álcool durante a gravidez que garantam o nascimento de uma criança saudável, isenta dos efeitos do álcool.

Como o bebê é atingido?

A mulher grávida ao consumir uma dose de bebida alcoólica já está colocando a saúde do seu filho em risco.

Isso porque o álcool atravessa a placenta e atinge o feto.  Pela imaturidade do feto e os baixos níveis das enzimas fetais, o metabolismo e a eliminação do álcool pelo são mais lentos. O líquido amniótico é um reservatório de álcool e expõe ainda mais o feto aos seus efeitos. Sendo que os efeitos negativos do álcool são mais frequentes no cérebro e no coração do feto.

A probabilidade de que o bebê seja afetado e a gravidade da síndrome tem relação com a dose consumida, como é consumida, o período gestacional, o metabolismo do álcool no organismo materno e fetal, a saúde da mãe e a sensibilidade genética do feto.

 

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