Dr. Mario Celso Schmitt

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FRIO X BEBÊ: CUIDADOS COM O INÍCIO DESTA ÉPOCA DO ANO COM DIAS MAIS AMENOS

19/03/2018

 

 

Doenças típicas de outono e inverno: como manter seu filho longe do pronto-socorro

 

As águas de março já fecharam o verão. Agora é outono e logo virá o inverno. Isso significa que a temperatura começa a diminuir, o tempo tende a ficar mais seco e as crianças são as que mais sofrem. É aquela situação que você conhece bem: coriza, TOSS, dificuldade para respirar... Mas tenha certeza de que não é só na sua casa que isso acontece. Um estudo recente da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, feito com 161 crianças da educação infantil, revelou que 43% dos alunos apresentavam pelo menos um vírus em seu aparelho respiratório nessa época do ano. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores coletaram e analisaram amostras de muco da garganta de cada um deles.

 

Mas por que certas doenças têm predileção pelo outono e inverno? A incidência começa a aumentar no outono porque ocorre a diminuição da umidade relativa do ar. As partículas ficam em suspensão, os lugares permanecem mais fechados e isso favorece a contaminação ambiental - é o que defendem estudos da Sociedade Brasileira de Pediatria. As quedas bruscas de temperatura em um mesmo dia e o aumento da poluição do ar contribuem para os quadros. Tudo isso também pode levar a uma maior incidência das doenças respiratórias, tanto inflamatórias como alérgicas. 

O fato é que médicos pediatras são unânimes em dizer que nas estações mais frias as salas de prontos-socorros e de consultórios pediátricos lotam. 

Mas será que os pais devem sempre correr para o hospital no primeiro espirro do filho? O ideal é que não. O recomendado é que o pediatra da criança faça uma avaliação.

A seguir, confira os problemas de saúde infantil mais comuns nesse período do ano e veja como ajudar o seu filho a passar por isso.

SOBE E DESCE DAS INTERNAÇÕES PEDIÁTRICAS
 (Foto:  )
GRIPE

O que é — Infecção dos pulmões e das vias aéreas. É provocada pelo vírus influenza, transmitido pelas gotículas da tosse ou do espirro da pessoa infectada.

Sintomas — No início, são mais brandos, como garganta irritada, tosse seca e congestão nasal. Depois, pode surgir febre alta e muita dor no corpo. Conforme a tosse se intensifica, começa a expectoração. A maioria dos sintomas diminui em cerca de três ou cinco dias.

Tratamento — Além do repouso (evitando esforço físico), é fundamental que a criança esteja sempre bem hidratada. Por isso, ofereça muito líquido (água, sucos naturais, água de coco). Para baixar a febre e aliviar as dores, o pediatra pode indicar medicamentos específicos, bem como descongestionante nasal se ele julgar necessário.

Prevenção — A vacinação contra influenza é a melhor forma de se proteger. Ela pode ser oferecida a partir dos 6 meses, e é gratuita na rede pública para crianças até 5 anos. Vale lembrar que, como o vírus se modifica anualmente, o mesmo ocorre com a vacina. Portanto, a imunização deve ser repetida todo ano.

Não confunda — Gripes e resfriados são doenças diferentes. Os sintomas, por mais parecidos que sejam, são mais fortes na gripe. O resfriado comum pode ser causado por vários vírus, sendo os mais frequentes o rinovírus e o adenovírus – e não há vacina para eles.

Complicação —  Uma das complicações mais frequentes associadas à gripe é a pneumonia. Isso acontece porque, quando o corpo está infectado pelo vírus influenza, os mecanismos de defesa ficam debilitados, de forma que o organismo se torna mais suscetível a infecções secundárias – daí a importância da vacinação. A pneumonia pode ser viral (quando o próprio vírus da gripe se dissemina nos pulmões) ou bacteriana (quando bactérias, como os pneumococos, se aproveitam da fragilidade do organismo para se multiplicar).

RINITE

O que é  Inflamação da membrana mucosa do nariz. As causas podem ser alérgicas (se o sistema imunológico reage a algum fator ambiental, como pó, bolor, pelo de animais, poluição) ou viral (quando há infecção por um vírus).

Sintomas — Secreção e congestão nasal. Nos quadros virais, também é comum haver tosse e febre baixa.

Tratamento — Ele depende da origem do problema e especificidade de cada paciente, porém, em todas as situações, a higienização nasal com soro fisiológico sempre é bem-vinda e ajuda a aliviar o desconforto.

Prevenção — Hidratação e, em casos alérgicos, é importante evitar o contato com a substância que provoca a reação do organismo. Por isso, os médicos recomendam fazer um controle ambiental rigoroso. Por exemplo, quando o problema é causado por pó e mofo, você deve adequar a casa às necessidades da criança. Tirar cortinas, carpetes, tapetes e bichos de pelúcia, deixar o ambiente arejado e passar pano úmido no chão diariamente são medidas que trazem efeitos benéficos.

Mamães, vários são os fatores e motivos para cuidado redobrado nessa época, mas seguindo as orientações básicas seu bebê já fica mais protegido. 

 

 

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