Dr. Mario Celso Schmitt

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ENXAQUECA NA INFÂNCIA

24/03/2015



Publicado em Revista Essência nº 110 / Texto: Fabiane Moraes / Imagem: morguefile.com

A maioria dos casos de enxaqueca inicia-se na infância ou adolescência, sendo que 50% deles até os sete anos de idade. De acordo com a Dra. Lúcia Ribeiro Machado Haertel, o Censo de 2010, realizado pelo IBGE – Índice Brasileiro de Geografia e Estatística revelou que existem 2,1 milhões de crianças com enxaqueca no Brasil. “O resultado revelou, ainda, que 37,1% das crianças sofrem com enxaqueca na forma crônica. Isto é, com dores durante 15 ou mais dias por mês, nos últimos três meses”, cita a neurologista.
O estudo mostra, também, que crianças com enxaqueca de alta frequência, crises de grande intensidade, de longa duração (mais de quatro horas), com náuseas e que abusam do uso de analgésicos (mais de dois remédios por semana) têm mais chances de apresentarem baixo desempenho escolar.

A neurologista explica que o agravamento da dor com o esforço físico é uma das características clínicas mais sensíveis e específicas da enxaqueca na infância. Dessa maneira, uma cefaleia crônica recorrente, até que se prove o contrário, é enxaqueca. “Além disso, uma criança pode ter dificuldade em relatar o caráter pulsátil e a presença da fono e fotofobia. Geralmente, ela procura lugares mais escuros. Fica com os olhos fechados e reclama do volume da televisão”, revela a especialista.

Estressores psicossociais, como provas escolares, problemas na dinâmica familiar, dificuldades de relacionamento social e excesso de atividades extracurriculares são fatores que podem desencadear o problema. “Para minimizar as crises, além do acompanhamento com um profissional, é preciso evitar o excesso de atividades, o jejum prolongado e os alimentos que agravam o problema”, finalizou a doutora.
 

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