Dr. Mario Celso Schmitt

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Dúvidas frequentes sobre aleitamento materno

22/07/2019

Amamentar é um dos momentos mais esperados pela grávida. Aquela imagem da mãe segurando seu filho e o alimentando – de tudo o que ele precisa: nutrientes, anticorpos, vitaminas e amor – é um símbolo. Apesar de algumas dificuldades que podem surgir, hoje existem profissionais preparados para ajudar às mães de primeira (ou outras mais) viagem, sobre posição, segredos para ter leite em maior quantidade, horários e frequência do aleitamento, desmame e muito mais.

Quais os principais problemas que levam as mães a não amamentar? Quais as principais causas?
Falta de orientação, dificuldade de posicionar o bebê no seio, traumas mamilares, alguns mamilos invertidos e planos, preocupação com a estética das mamas e medo de sentir dor.


Quais os motivos que realmente impedem a amamentação?
Algumas doenças infecciosas como por exemplo HIV ou uso de medicamentos que contraindique a amamentação.


Quais as dicas que você dá para as mães de primeira viagem para facilitar o aleitamento? Isso já pode ser feito desde a gravidez?
Sim, o ideal é se preparar desde a gravidez lendo sobre o assunto ou fazendo curso preparatório - cursos de gestantes.
Ao chegar em casa pós-parto e a mãe tiver problemas no aleitamento, a quem ela pode recorrer?
Ao chegar em casa e vivenciar alguma dificuldade no aleitamento materno, a mãe poderá contatar a maternidade onde ela teve o bebê, o pediatra do bebê ou o seu obstetra.


De quanto em quanto tempo a criança deve ser amamentar nas primeiras semanas?
A amamentação deve ser livre, sem horários pré-estabelecidos. O bebê deve ser levado ao seio sempre que solicitar, porém, caso o bebê não solicite num prazo de 3 a 4 horas de intervalo ele deverá ser acordado para mamar.


Como funciona o processo para doação de leite? Qual a importância disso?
Algumas mães produzem leite materno em excesso e este pode ser retirado e armazenado para ser doado a bancos de leite materno. Tal doação é um ato de solidariedade e ajuda a salvar muitos bebês prematuros. Não é verdadeira a noção de que a doação comprometa a produção de leite; pelo contrário, quanto mais a mama é estimulada, mais leite será produzido.


É bom que a mãe acorde a criança durante a noite (ou quando está dormindo) para dar o leite?
Sim pois a mãe deverá manter uma frequência de sucção para não atrapalhar a produção de leite materno e além do mais o bebê não pode ficar em jejum prolongado. De qualquer modo, esta prática não deve ser continuada após o 6° mês de vida do bebê.


O tipo de parto influencia na amamentação? É verdade que o parto normal facilita?
Sim, o parto normal favorece a amamentação. O hormônio chamado ocitocina, ao ajudar nas contrações do trabalho de parto, também atua nas mamas.


A alimentação influencia no leite da mãe?
A orientação é que a mãe mantenha uma alimentação saudável e uma ingestão de líquidos adequada. É mito crer que determinados alimentos influenciem na produção de leite ou na dita cólica do bebê.


Como o álcool e o cigarro interferem na amamentação?
Substâncias nocivas como o álcool e o cigarro são prejudiciais à saúde materna e de seu filho, pois o consumo de bebida alcoólica pode deixar o bebê sonolento, comprometendo seu interesse para mamar. Já o cigarro pode comprometer a produção de leite materno.


Quais remédios a mãe deve evitar durante o aleitamento?
Medicamentos não devem ser tomados sem prescrição médica, pois este profissional é a pessoa indicada para orientar quais os medicamentos são permitidos. A maioria das medicações utilizada no pós-parto não causam prejuízos à amamentação.


Como saber se a criança está engordando, se o leite (a qualidade e quantidade) está suficiente?
Na primeira consulta com o pediatra, que ocorre em torno de 7 a 15 dias de pós-parto, o bebê será pesado e este médico avaliará se o leite materno está sendo suficiente.


Até quando dar o peito?
O seio materno exclusivo deve ser oferecido no mínimo por um período de 6 meses e sua duração máxima vai depender da disponibilidade materna e interesse do bebê. O Ministério da Saúde, a Organização Mundial de Saúde e a própria Sociedade Brasileira de Pediatria orientam que o aleitamento materno continue pelo menos até os 2 anos.


Tem algumas dicas para as mães que trabalham? Como ordenhar o leite durante o período? Como guardar? Durante a licença, ela pode já se preparar para este momento? Como?
Ao retomar o trabalho a mãe poderá armazenar o leite materno para que outra pessoa possa oferecer para o bebê na sua ausência. É importante manter o estímulo das mamas simulando o ritmo de sucção do bebê afim de garantir a produção de leite materno. Ordenha deve ser feita de preferência manualmente e coletado num frasco de vidro fervido previamente. O leite deve ser armazenado na geladeira ou freezer e esta coleta deverá ser iniciada 15 dias antes do retorno ao trabalho.


Como conciliar a alimentação (após os seis meses) com a amamentação?
Após os seis meses de vida do bebê, o pediatra introduzirá gradualmente outros alimentos na dieta. Alimentos como papinhas, sucos e sopinhas serão alternados com as mamadas de acordo com orientação do pediatra.


Estou amamentando e ainda não menstruei – posso ou devo tomar pílula?
O método anticoncepcional a ser utilizado deve ser orientado pelo seu ginecologista. É possível utilizar pílula anticoncepcional sim, porém tem que ser uma pílula específica, pois o uso de anticoncepcional errado pode comprometer a produção de leite materno.


Como a mãe deve conciliar o exercício físico com a amamentação? Isso interfere na qualidade do leite?
A atividade física é benéfica para a mãe, porém o exercício físico excessivo e exaustivo pode comprometer a amamentação, diminuindo a quantidade de leite. Assim que o Obstetra liberar, a mãe deverá escolher uma atividade física moderada como por exemplo caminhada.


Quais são os maiores mitos sobre aleitamento que devemos combater?
Os maiores mitos são: imaginar que o colostro e o leite materno são fracos e não alimentam.

 

 

FONTE:
Consultoria: Alessandra Souto, enfermeira do berçário e Maternidade da Casa de Saúde São José e também integrante do Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno da Casa de Saúde São José.


Sobre o GIAM:
O GIAM (Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno) foi criado em 2003, em caráter experimental. Em 2003, graças aos resultados positivos, a Casa de Saúde São José adotou o serviço;
 

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