Dr. Mario Celso Schmitt

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CONVIVÊNCIA ENTRE ANIMAIS E CRIANÇAS

22/10/2015



O convívio com animais de estimação pode trazer benefícios às crianças. No entanto, deve ser uma opção consensual e responsável de toda a família, além de requer cuidados com a segurança da criança.

A idade da criança e a espécie do animal são fatores importantes a considerar. Aves e peixes podem conviver até mesmo com bebês, mas cães e gatos são indicados em casas com crianças que tenham condições de compreender as regras de convívio. De qualquer modo, cuidados são indispensáveis na presença de um animal de estimação em casa ou em qualquer outro local.

Principais benefícios
Os animais de estimação tornam-se companheiros e as crianças costumam desenvolver laços afetivos com os mesmos.

Estes animais têm sido utilizados como auxiliares em processos terapêuticos em hospitais e instituições afins.

Ajuda a criança a desenvolver hábitos de responsabilidade para com o outro.

Pode facilitar a compreensão para informações sobre sexo e ajuda a entender a normalidade das necessidades fisiológicas (urinar e defecar).

Prepara a criança para lidar com a perda.


Regras de Segurança
Animais apresentam atitudes agressivas por medo ou defesa (território, dono, cria, alimento), portanto estas situações devem ser respeitadas. Mesmo as raças mais mansas costumam atacar nestes casos.

Não deixe que as crianças se aproximem de animais desconhecidos, nem desafiem ou machuquem os animais.

Não permita que toquem em animais sem a permissão do proprietário.

Ensine seu filho a respeitar e conhecer a natureza. Não deixe a criança puxar as orelhas, as patas e o rabo, nem o dedo nos olhos do animal. Não tomar brinquedo que esteja com o cão.

Os ataques mais graves geralmente acontecem com crianças pequenas e, nessa situação, é grande o risco de mordida na cabeça, na face e no pescoço. Em crianças maiores, as lesões ocorrem habitualmente nos braços e nas pernas.

As brincadeiras entre crianças e cães devem ser supervisionadas por adultos.

Se houver criança pequena em casa, os pais devem analisar bem antes de adquirir um cão, porque criança pequena nunca pode ficar sozinha perto de cão: é muito perigoso. Observar o momento oportuno e seguro para adquirir um cão.

Antes de adquirir um cão, informar-se com um veterinário sobre as raças mais adequadas e mais mansas. Cães de raças reconhecidamente agressivas (Pit bull, Rottweiler, Pastor alemão, Doberman, etc.) não são recomendados. Deve-se ter atenção aos cruzamentos porque podem gerar animais perigosos. Para crianças maiores, recomenda-se cão de raça dócil.

Observar bem o comportamento do cão antes de levá-lo para casa.

Cão de comportamento agressivo, independentemente da raça, não deve ficar em casa que tenha criança.

Cães castrados costumam ser menos agressivos.

O cão necessita de treinamento, socialização e educação, orientados por pessoa habilitada.

Nunca se deve estimular a agressividade do cão e, sim, o comportamento submisso.

São sinais sugestivos de ataque iminente por alguns mamíferos: pêlo eriçado, dentes à mostra e rosnado, orelhas eretas e para frente, cauda elevada e reta e contato visual prolongado.

Cuidados

Estimule a criança a lavar sempre as mãos após brincar com o animal.

Mantenha os pertences do bichinho sempre lavados, higienizados com desinfetantes e bem guardados.

Recolha rapidamente as fezes e urina dos animais e descarte-as de forma que a criança não tenha contato, evitando assim, contaminação em objetos, alimentos e até mesmo no ambiente.

Evite compartilhar alimentos ou cama com os animais.

Não é recomendado beijar ou ficar com o rosto perto do animal.

Manter as vacinas em dia, cuidar da higiene e da saúde do cão.



Responsabilidades do proprietário
Controlar o animal e adestrá-lo corretamente.

Não estimular comportamento agressivo (principalmente se for cão).

Em caso de animal feroz providenciar placas de alerta com ilustração (nem todos são alfabetizados).

Conduzir o animal em locais públicos sempre com guia.

Oferecer assistência veterinária periódica.

Antes de adquirir um animal consultar veterinários, criadores e proprietários sobre as características e adaptação a rotina familiar. Se o animal apresentar comportamento indesejado consultar um veterinário, nunca abandoná-lo em locais públicos.

As crianças precisam receber orientações sobre as maneiras adequadas para lidar com o animal, como não provocar ou machucar o cão.

Fonte:
As informações acima colocadas foram baseadas no Guia Completo para Prevenção de Acidentes e Violências da Sociedade Brasileira de Pediatria. O conteúdo acima foi aprovado pelo Pediatra Neonatologista Mario Celso Schmitt.
 

 

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