Dr. Mario Celso Schmitt

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AUTISMO

26/11/2014

 


O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que exerce influência no convívio social, na comunicação e no comportamento.

As alterações costumam se manifestar antes dos três anos e permanecem por toda a vida adulta. O autismo atinge cerca de 0,6% da população e é quatro vezes mais comum em meninos do que meninas.

 

Principais características

Dificuldades significativas na comunicação e na interação social. A interação com o outro não costuma despertar o interesse do autista. O contato visual é pouco frequente e a fala usada com dificuldade.


Alterações no comportamento como repetições nos movimentos, apegar-se a objetos ou enfileirá-los de maneira estereotipada.


As características estão diretamente relacionadas ao grau de autismo que a pessoa apresenta. Algumas, apesar de autistas, apresentam o intelecto e a fala intactas, outras apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes retardos no desenvolvimento da linguagem. Algumas parecem fechadas e distantes, outras presas a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.


Síndrome de Asperger

Quadros de autismo sem deficiência intelectual, sem atraso significativo na linguagem, com interação social peculiar e bizarra, e sem movimentos repetitivos tão evidentes são chamados de Síndrome de Asperger.

 

Diagnóstico

O diagnóstico do autismo é clínico e possível por volta dos 18 meses de idade. Realizado através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis.


Embora ainda não existam marcadores biológicos e exames específicos para autismo, alguns exames, tais como cariótipo (com pesquisa de X frágil, EEG, RNM e erros inatos do metabolismo), teste do pezinho, sorologias para sífilis, rubéola e toxoplasmose, audiometria e testes neuropsicológicos são necessários para investigar causas e outras doenças associadas.

 

Tratamento

O tratamento do autismo envolve intervenções psicoeducacionais, orientação familiar, desenvolvimento da linguagem e/ou comunicação. Recomenda-se que uma equipe multidisciplinar avalie e desenvolva um programa de intervenção orientado a satisfazer as necessidades particulares a cada indivíduo.

 

Métodos de intervenção mais conhecidos e com eficácia comprovada no desenvolvimento de pessoas com autismo

TEACCHR (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handcapped Children): é um programa estruturado que combina diferentes materiais visuais para organizar o ambiente físico através de rotinas e sistemas de trabalho, de forma a tornar o ambiente mais compreensível, esse método visa à independência e o aprendizado.

PECSR (Picture Exchange Communication System) é um método de comunicação alternativa através de troca de figuras, é uma ferramenta valiosa tanto na vida das pessoas com autismo que não desenvolvem a linguagem falada quanto na vida daquelas que apresentam dificuldades ou limitações na fala.

ABA (Applied Behavior Analysis) ou seja, analise comportamental aplicada que se embasa na aplicação dos princípios fundamentais da teoria do aprendizado baseado no condicionamento operante e reforçadores para incrementar comportamentos socialmente significativos, reduzir comportamentos indesejáveis e desenvolver habilidades. Há várias técnicas e estratégias de ensino e tratamento comportamentais associados a analise do compormentamento aplicada que tem se mostrado útil no contexto da intervenção incluindo (a) tentativas discretas, (b) análise de tarefas, (d) ensino incidental, (e) análise funcional.

Medicações: O uso medicamento deve ser prescrito pelo médico, e é indicado quando existe alguma comorbidade neurológica e/ou psiquiátrica e quando os sintomas interferem no cotidiano. Mas vale ressaltar que até o momento não existe uma medicação específica para o tratamento de autismo. É importante o médico informar sobre o que se espera da medicação, qual o prazo esperado para que se perceba os efeitos, bem como os possíveis efeitos colaterais.


As pessoas com autismo aprendem, organizam e processarm as informações de um modo peculiar. Respeitar estas diferenças é proporcionar a elas ambientes estruturados e organizados, pois normalmente têm dificuldades em mudarem suas rotinas diárias.

 

Mais informações:
ABRA – Associação Brasileira de Autismo
AMA – Associação Amigos do Autistas
FADA – Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Autista
 

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