Dr. Mario Celso Schmitt

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A CULTURA DO PRONTO-SOCORRO

14/05/2015



Nos últimos anos observamos uma distorção no entendimento da função do pronto-socorro pediátrico. Vamos explicar melhor. Primeiro há que se deixar claro que a função do PS é atender emergências e não realizar “Consultas Pediátricas”. Acontece que muitas famílias tem procurado o PS levando bebês ou crianças com faringites, resfriados, asmas fora de crise, entre outras afecções não recomendadas para tratamento no PS. Tais atendimentos por muitas vezes tem substituído as consultas de puericultura com o pediatra. A explicação mais provável para a “cultura do pronto-socorro” está na comodidade proporcionada pelo atendimento 24 horas.
 

Afinal, qual é o problema?
Por melhor que seja o médico plantonista, ele não conhece o histórico e características da criança. Não é incomum que a família saia do atendimento com uma receita médica. Muito provavelmente o paciente não será acompanhado durante e depois do tratamento receitado, o que não é recomendado. Cada vez que a criança retorna ao PS corre o risco de ser atendida por um plantonista diferente, o que não possibilitar uma continuação no tratamento e acompanhamento devido.


Quando devo levar meu filho ao PS?
Em casos de falta de ar, convulsão, febre altíssima, vômitos que não param e quando o pediatra não pode ser encontrado. E, quando o levar, assim que possível, comunique o ocorrido ao seu PEDIATRA para que ele oriente a continuação do tratamento.


Orientações

O pediatra que acompanha regularmente a criança é o clínico que pode dar uma orientação contínua e pedir os exames realmente indicados.

Não faça tratamentos completos no PS e nem retornos frequentes, principalmente com plantonistas diferentes.

Consulte o PEDIATRA regularmente para que ele acompanhe e cuide da saúde do seu filho de forma preventiva.

 

Fonte: sbp.com.br

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